Nunca na história desse país existiu um presidente que tivesse governado com o apoio de pessoas comprometidas com um trabalho sério e, digamos, honesto, voltado mesmo para o bem estar da população. Como doença ruim, a cultura de subtrair recursos de órgãos públicos se perpetua na lucrativa atividade de consumir a saúde econômica do estado. Parece brincadeira o frenesi de corrupção nas esferas governamentais de todos os níveis dessa nação que às vezes parece uma terra de mentirinha, de faz de conta. Uma região qualquer, dessas que alguns escritores inventam, e que não ficam em parte alguma do mundo.
Trata-se de um lugar de gente distraída, com governantes desatentos que não percebem, inclusive, que neste momento uma bactéria tinhosa deteriora a economia primeiromundista, enquanto ali, diante do seu nariz, a farra do boi usa a grana pública para engordar bancos caribenhos, suíços e empresas de fachada que até o povão já conhece de longa data. O mesmo povo que exerce o sagrado direito do voto, elegendo A ou B só para chatear, ou porque o candidato é engraçado, artista, jogador de futebol, rico… Rico, aliás, aos olhos da massa, não rouba ou rouba menos, porque já tem muito. Tolice! Ninguém rejeita um dinheirinho extra, principalmente se vier de bandeja.
A imprensa falada, escrita e televisada, gastou, recentemente, muito de seu tempo enaltecendo a ousadia da bandidagem infiltrada legalmente no Ministério dos Transportes. E, imagine amigo leitor, nem bem a poeira baixou, e o olhar jornalístico esteve todo ele voltado para o setor de Turismo, paraíso da gastança onde gente graúda esbanjava alegria e o rico dinheirinho alheio. Peixes grandes pegos com a boca na botija (do outro).
Desfile de falcatruas no telejornal, então, confunde o telespectador que pensa estar ouvindo o mesmo assunto todos os dias. Tornou-se repetitivo o âncora, que absurdo! Dirá alguém. Qual o quê! O ministério é outro, pacato cidadão! A pouca vergonha desta vez teve lugar na Agricultura que leva ao pé da letra sua função de encher a barriga, engordando as quadrilhas que dão as cartas em todo o reino. Propina milionária cobrada para negócios escusos, muito alimento no lixo, prejuízo sem conta, formas convencionais de se meter a mão das quais se serviu o ministro daquela pasta, ainda da notória terra da fantasia, para prestigiar seus habitantes e fazer doer na consciência deles a certeza de ter jogado fora seu voto. Sempre, sempre.
PROF.RODOLFO DE SOUZA
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