FOLHAS AO VENTO

De repente, no torvelinho de assuntos que permeia o ambiente escolar, cismo de desafiar a juventude que me cerca, com algo mais inquietante do que filme de suspense. Diz respeito ao frenesi que derruba insistente e sistematicamente as folhas do calendário, a reflexão que jogo no ar na esperança de que alguém apanhe. Indago-os a respeito de sua compreensão sobre tal fenômeno que é parte desta vida de fantasias e, sobre o qual, é preciso pensar às vezes. E meu atrevimento acaba por movimentar mecanismo qualquer naquelas mentes descuidadas, enchendo-as de um nostálgico desejo de assistirem a uma boa aula de gramática. Posso até sentir isso no dar de ombros de cada um. Continue lendo “FOLHAS AO VENTO”

E VIVA A RATOLÂNDIA!

É ano de eleição na distante e estranhíssima terra do Ó, evento que pela sua importância, deixa o ar cheio de muita inquietação por aquelas bandas. Talvez pela falta que faz um nome em quem se possa depositar alguma confiança, os eleitores de lá sintam-se assim, meio angustiados. Candidato, a bem da verdade, é bicho que não falta, alguns com o descarado intuito de suceder sua majestade especialista em golpes. O que não se sabe é se há algum com currículo tão invejado nessa digníssima carreira que consiste principalmente em dar rasteira no próximo, faturar alto com medidas ilícitas que se joga no ventilador, ser pego com a boca na botija e ainda continuar no trono. Isso é que é talento! Continue lendo “E VIVA A RATOLÂNDIA!”

É O DIABO DA FEBRE

Pouca gente se dá conta de como as pessoas desta terra, em cujo solo caminhamos eretos, têm um apego quase que doentio por algumas coisas, pelas quais ambiciona também o distinto habitante de outras paragens, respeitando, claro, gostos e costumes, os mais curiosos e obscuros. De qualquer forma, é o diacho da febre que acirra os ânimos de quem dela é refém, normalmente o ser humano de qualquer etnia. Continue lendo “É O DIABO DA FEBRE”

DO CAOS AO CAOS

E o ser humano que dá duro é mesmo assim, passa os dias pleno de afazeres, assoberbado até o pescoço, sonhando sempre com finais de semana, feriados, férias, aposentadoria, qualquer dia consagrado ao descanso. Fomos brindados, afinal, com o trabalho que, por vezes, faz pesar nos ombros o cotidiano que nos obriga a matar um leão por dia e prosseguir altivo. Continue lendo “DO CAOS AO CAOS”

A INTERVENÇÃO

Nossa! Houve intervenção federal lá na província em que se supõe esteja a maior criminalidade do reino do Ó! Por esta razão é que o rei, o mais torpe ocupante do trono de que se tem notícia, baixou decreto, assim como se baixa um aplicativo, determinando que o exército, sob o comando do general fulano de tal, assuma, desde já, a chefia do lugar. E o mesmo assim o fez, do jeito que todo o general gosta que funcionem as coisas: sob o seu comando. Tudo isso por causa do governador que não deu conta do recado, e do prefeito que deu no pé ao invés de cuidar da cidade, capital da província, em cujo seio deita e rola todo o ser humano que tem nas veias o sangue fervente de quem ama a folia de Momo. Mas peraí: por causa de quê o governador teria se refugiado na sua pequena cidade? E o prefeito, por que teria procurado esconder-se lá na Europa, lugar que em nada pode contribuir para o momento crucial que vive sua cidade e onde o samba não tem poder de argumentar, como tem aqui em pátria de ninguém? Teve medo de lhe causar incômodo a voz do morro, cheia de ritmo e de raça?  Continue lendo “A INTERVENÇÃO”

A HISTÓRIA SEMPRE SE REPETE

Os senhores da guerra decidem o destino do homem. As marcas da destruição, estampadas em cores vivas nas telas, deixam claro que todos os planos de conquista contam e contaram sempre com o sofrimento do outro, provavelmente como forma de fazer prevalecer o domínio do mais forte. Isso, todos sabem, faz parte da história da humanidade desde que o ser humano colocou os pés pela primeira vez nesta terra. Continue lendo “A HISTÓRIA SEMPRE SE REPETE”

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