Atendendo à sugestão de meu irmão, aquele que se habituou a sugerir temas para esta coluna, decidi que era momento de falar um pouco sobre nosso outro irmão, o mais velho, que, há muito, correu para outras paragens em busca de novos horizontes. Claro que seu endereço não facilita muito o contato pessoal, o que fez com que perdesse a conversa descontraída, a risada, o deboche, coisas tão habituais em família que aprecia sobremaneira uma chacota que, verdade seja dita, acaba por aproximar as pessoas. Continue lendo “IRMÃOS DISTANTES”
GENTE DISTRAÍDA
Haverá mesmo um ensejo para se correr às ruas, dando vazão ao grito de liberdade preso na garganta? Ou será somente descaso? O céu azul e o sol tépido de outono, sem dúvida, fomentam essa vontade incontida de ganhar o espaço aberto, quando o momento exige cautela. Também, porque há um desejo quase compulsivo por se contrariar um sistema de saúde que implora pelo distanciamento social, claro. O ser humano é mesmo assim: tem um apreço especial pelo que lhe é proibido. E é justamente o sentimento que lhe ocorre com relação ao espectro que ronda este plano nos dias de hoje. Continue lendo “GENTE DISTRAÍDA”
GAIA JOGA A TOALHA
Na era da pandemia o vulcão acorda cheio de razão. Estivera adormecido, e agora decide que é tempo de se pronunciar. Rugiu feio e espalhou alto suas entranhas pela atmosfera oriental deste mundo, talvez para dar um recado de Gaia, que, ao que parece, começa a sinalizar exaustão. Estaria entrando na retal final a sua paciência. Continue lendo “GAIA JOGA A TOALHA”
CRISE EM SOLO TUPINAMBÁ
Parece mesmo sina ou talento nato desta vasta nação, se apegar a uma crise. Talvez encontre aí uma forma de não permitir que a vida se torne assim tão monótona, como se vê em países socialmente equilibrados, de economia estável. Continue lendo “CRISE EM SOLO TUPINAMBÁ”
CAI O MINISTRO
Era uma vez, no distante e inconcebível reino do Ó, um ministro que, por causa de uma peste, acabou por ter sua imagem mais em evidência do que tinha a do rei. Posava, o tal, como um sujeito bondoso, justo e extremamente preocupado com a saúde dos súditos do vasto país. Claro que não tencionava melindrar o monarca, com seu perfil nada comparado ao dos demais ministros do reino, gente mergulhada na ignorância servil, tatuada em seus cérebros unicamente para marcar o ritmo de seus passos. Continue lendo “CAI O MINISTRO”
A ERA DO MEDO
O medo está nos comentários das pessoas, nos gestos, no olhar. Não posso culpá-las. Não estamos imunes à praga do vírus nem ao medo. Faz parte da natureza humana sentir-se inseguro diante de algo que não se pode enfrentar, algo que foge à compreensão. Mesmo porque, jamais vivemos situação semelhante. Sequer imaginamos vivê-la um dia. Mas ela está aí, de corpo e alma, com a sinistra intenção de dar cabo da gente que habita este planeta azul e redondinho. Também não é possível ver solução imediata para a questão que nos impede de viajar, andar para lá e para cá ou simplesmente sair de casa, como sempre fizemos. Continue lendo “A ERA DO MEDO”
DECRETO CLIMÁTICO
Recentemente baixaram uma medida (dentre tantas) proibindo a incidência de raios solares aqui, bem abaixo da linha do Equador, mais especificamente nesta parte do imenso território Tupinambá, onde a grana fez morada um dia. Nada de mais em tal determinação, a despeito do frio que resolveu chatear a estação mais quente do ano. Continue lendo “DECRETO CLIMÁTICO”
LAR, DOCE LAR!
Pânico instaurado. O que fazer diante de situação nunca antes vivida? Ou, pelo menos, para as gerações atuais. Continue lendo “LAR, DOCE LAR!”
SAUDADE, DOCE SAUDADE!
O senso mais comum deste mundo de meu Deus determina que uma existência por estas bandas nunca é isenta de boa dose de saudade. Isso mesmo. Ela tem o poder de arrebatar o ser humano, sobretudo, aquele que passou de meia idade. Não que seja exclusividade dos mais velhos, mas é sobre eles que, quase sempre, recai com mais pujança. Continue lendo “SAUDADE, DOCE SAUDADE!”
ALÁ, MEU BOM ALÁ
Dizem que, em momento tão difícil como o que se vive neste vasto rincão, o povo não vai para as ruas como deveria fazer. Com a coragem e a determinação de um chileno, essa gente faria muito bem se fechasse as vias públicas para fazer delas o seu palco de protesto. Isto, segundo a opinião de quem também não vai, claro. Continue lendo “ALÁ, MEU BOM ALÁ”